Envelhecimento Activo

“À medida que conquistamos a maturidade tornamo-nos mais jovens.”
Herman Hesse


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O envelhecimento activo é o conjunto de atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades que envelhecer inevitavelmente acarreta.

Desta forma, o envelhecimento activo visa a manutenção da autonomia e da independência, quer ao nível das actividades básicas de vida diária (AVD), quer ao nível das actividades instrumentais de vida diária (AIVD), a valorização de competências e o aumento da qualidade de vida e da saúde.

O segredo de um envelhecimento bem sucedido é a forma como se prepara a velhice, pois os comportamentos adoptados ao longo da vida reflectir-se-ão na fase final desta. No envelhecimento activo consideram-se três áreas principais de intervenção: a biológica, a intelectual e a emocional.

“A vitalidade das nossas sociedades depende cada vez mais da participação activa das pessoas idosas. Neste sentido, o desafio primordial está na promoção de uma cultura que valorize a experiência e o conhecimento que acresce com a idade. Devemos proporcionar as condições económicas e sociais que permitam às pessoas de todas as idades uma integração plena na sociedade, que passa pela liberdade em decidir como se relacionam e podem contribuir para a sociedade e se sintam realizadas neste processo”.
OIT, An inclusive society for an ageing population: the employment and social protection challenge,
Madrid, 8-12 Abril de 2002.


O envelhecimento demográfico é uma realidade. A prevalência de doenças crónicas é grande entre os idosos. Alguns factores desencadeantes podem ser prevenidos com hábitos de vida saudáveis.

A OMS (2002) propôs um modelo de envelhecimento activo enquanto processo de optimização de oportunidades visando melhor saúde, participação e segurança, no sentido de aumentar a qualidade de vida durante o envelhecimento. Esta noção pretende despertar nas pessoas a consciência pelo seu potencial bem-estar físico, social e mental ao longo da vida e participar na sociedade, ao mesmo tempo que lhes é providenciada protecção, segurança e cuidados adequados sempre que precisarem.

Para a OMS estar activo significa participar de um modo contínuo em todo o tipo de assuntos da vida, sejam eles do foro social, económico, cultural, espiritual ou cívico.

O envelhecimento activo deve ser aqui encarado não só como uma forma de prolongar a presença das pessoas idosas na vida activa, mas também garantir que no prolongamento da sua vida o idoso tenha acesso a todo o tipo de bens e serviços que lhe garanta uma melhor qualidade de vida e o máximo de autonomia e independência possível. Porque a qualidade de vida que um sénior pode alcançar é o principal factor a ter em consideração quando pensamos em envelhecimento.


“Parar é morrer”, diz sabiamente o povo! O movimento é inerente à existência humana. Deixemo-nos então contagiar pelo que é natural, resistindo efectivamente aos perigos da inactividade. “Os que não encontram tempo para o exercício terão de encontrar tempo para as doenças” (Edward Derby, cit. Por Brasileiro, 2005, p.132).